Auditoria contábil: conceitos, objetivos e procedimentos de análise
As Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC) direcionam a normatização acerca da conduta dos auditores e do processo de auditoria em nossa nação. Com o objetivo de emitir o parecer sobre a adequação dos procedimentos aplicados, o auditor deve planejar seu trabalho de acordo com as Normas Profissionais de Auditor Independente. Busca-se que haja conhecimento sobre a atividade econômica da entidade em que se audita, para que o profissional possua capacidade de julgar a relevância dos eventos e a extensão dos procedimentos a serem aplicados.
Já as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis (NBC T 11) caracteriza a área citada como o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão de relatório sobre a adequação das Demonstrações Contábeis auditadas.
Para, os autores Franco e Marra (1992, p.22) a auditoria definia-se como “a técnica contábil que – através de procedimentos específicos que lhe são particulares, aplicados no exame de registros e documentos, inspeções e na obtenção de informações e confirmações, relacionados com o controle do patrimônio de uma entidade – objetiva obter elementos de convicção que permitam julgar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os princípios fundamentais e as normas de Contabilidade e se as demonstrações contábeis deles decorrentes refletem adequadamente a situação econômico-financeira do patrimônio, os resultados do período administrativo examinado e as demais situações neles demonstradas.”
Dez anos após a publicação deste conceito, Boynton, Johnson e Kell (2002, p.30) escrevem que a auditoria trata-se de “um processo sistemático de obtenção e avaliação objetivas de evidências sobre afirmações a respeito de ações e eventos econômicos, para aquilatação do grau de correspondência entre as afirmações e critérios estabelecidos, e de comunicação dos resultados a usuários interessados.”
Técnicas e procedimentos de auditoria
O trabalho do auditor classifica-se, basicamente, como uma revisão das práticas adotadas e informações divulgadas em demonstrações contábeis e financeiras, por parte da entidade. Deste modo, devido ao extenso escopo e movimentações de algumas entidades, seria impossível auditar a totalidade das transações referidas. Neste contexto, a organização de seu trabalho leva em consideração a materialidade das informações apresentadas, limitando seus testes por relevância e definindo assim uma amostragem a ser auditada.
Segundo as normas, os procedimentos de auditoria – formados por testes de observância e substantivos -, são o conjunto de técnicas que permitem a obtenção de evidências para fundamentação.
Testes de observância
Têm por objetivo averiguar se os controles internos propostos pela administração da entidade são coerentes e se estão sendo postos em prática.
Testes substantivos
Estão ligados à validação acerca da exatidão dos dados produzidos pelo sistema contábil da entidade, dividindo-se em testes de transações e saldos e em procedimentos de revisão analítica.
Ademais, listamos os principais procedimentos de auditoria propostos por Almeida (2012, p.49):
- Contagem física;
- Confirmação com terceiros;
- Conferência de cálculos;
- Inspeção de documentos;
- Observação;
- Reexecução;
- Procedimentos Analíticos;
- Indagação
O capitalismo, como sistema econômico, faz com que a Ciência Contábil seja de suma relevância para o sucesso e controle das transações e movimentações financeiras de empresas, companhias e instituições que sustentam o mercado mundial. Essas relações econômicas envolvem credores e devedores, e, para salvaguardar o interesse de ambos, os dados divulgados devem ser validados a fim de manter a confiabilidade das negociações, precisando assim da área do conhecimento denominada de Auditoria Contábil.
